A coqueluche é uma doença que atinge as vias respiratórias, transmitida por uma bactéria e muito contagiosa, atingindo principalmente bebês e crianças. A incidências dos casos da doença diminuíram bastante nos últimos anos, mas ainda é preciso se prevenir e tomar alguns cuidados para evitar o contágio, principalmente estar atento ao calendário de vacinação infantil.

Apesar de ser mais comum em crianças, adultos também podem contrair coqueluche. Os sintomas são muito parecidos com a gripe, corrimento nasal, espirros, olhos lacrimejando, tosse seca, febre baixa, e em casos mais graves o vômito, coloração azul ou avermelhada na pele, devido a respiração comprometida e ruídos durante a respiração. Para diagnosticar a coqueluche o paciente será submetido a exames de raio x do tórax, sorologia e espirometria. O tratamento para crianças é bastante rigoroso e feito no hospital, em adultos pode ser feito em casa com o uso de antibióticos.

Quais são as melhores vacinas contra coqueluche?

As vacinas para prevenir a coqueluche estão disponíveis na rede pública e privada, há algumas diferenças na composição de cada uma. Por exemplo, a vacina disponível pelo SUS, que faz parte do cronograma de vacinação infantil, é composta por células inteiras da bactéria que transmite a coqueluche e apesar da grande especulação, esse tipo de vacina combinada não sobrecarrega o sistema imunológico. As vacinas da rede privada, chamadas de acelulares, são compostas apenas de fragmentos dessa mesma célula, resultando em menos reações adversas.

Pessoas que já demonstraram qualquer tipo de sensibilidade a vacinas combinadas, como é o caso do modelo encontrado nos postos de saúde do SUS, devem recorrer ao modelo acelular, disponibilizado pela rede privada de saúde. No entanto, a eficiência e proteção de ambos modelos são as mesmas, resultando apenas na diferença entre reações adversas.

Como tomar a vacina de coqueluche

Para ficar imune contra a coqueluche é preciso tomar as três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade e os dois reforços, sendo um aos 18 meses e o último entre 5 e 6 anos de idade. Após a terceira dose a imunização é garantida, antes disso é possível contrair a doença mesmo tendo tomado as duas primeiras vacinas.

Durante a gestação também é preciso se prevenir, independente do tempo desde a última dose na mãe, a vacina precisa ser aplicada novamente. A vacinação deve ocorrer preferencialmente entre 27 e 32 semanas de gestação. Após o nascimento da criança basta seguir o calendário de vacinação infantil completo, seja pelo SUS ou rede privada.