Criadas em 1796 pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas. Ele injetou em um garoto de oito anos um soro de varíola bovina, conseguindo imunizá-lo. Em 1885, Louis Pasteur criou a vacina contra a raiva. A partir daí, surgiram vários outros tipos de vacina, mas uma das mais importantes invenções surgiu em 1960, pelas mãos de Albert Sabin, contra a paralisia, mais conhecida como gotinha.

A vacinação no Brasil surgiu no início do século XX. Naquela época, não existia saneamento básico nas capitais, o que comprometia a saúde das pessoas com epidemias de febre amarela, varíola e outras doenças. O médico sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado para chefiar o Departamento Nacional de Saúde Pública, a fim de promover uma revolução sanitária em razão das necessidades do país. A medida não foi bem aceita pela população da época, que desconhecia os benefícios da vacina, levando a chamada Revolta da Vacina, com diversas manifestações populares.

Vacinas

As vacinas são incubações que, ao serem introduzidas no organismo, desencadeiam uma reação do sistema imunológico, instigando a formação de anticorpos e tornando o organismo imune a esse agente e às doenças por ele provocadas.

O uso das vacinas é mais efetivo no controle de doenças infectocontagiosas do que o uso de medicamentos comuns. No Brasil, a vacinação foi responsável pela erradicação da varíola e da poliomielite (paralisia infantil).

Imunidade coletiva

Há dentro dos programas de vacinação o que se costuma chamar de imunidade de “rebanho”. A ideia é que, quando você vacina no mínimo 95% das crianças de uma comunidade, todas ficam protegidas.

O Ministério da Saúde oferece, gratuitamente, vários tipos de vacinas e promove campanhas para manter a saúde pública do país. Elas podem ser encontradas nos postos de saúde. As ações têm o objetivo de erradicar, eliminar e controlar as doenças imunopreveníveis.

Toda criança recebe um cartão de vacinação, específico para se controlar as vacinas que a mesma já tomou. Esse cartão contém dados de peso e altura, que devem ser preenchidos somente por médicos, durante as visitas de rotina.

Por volta dos dez anos de idade, a criança termina de receber todas as doses de vacinação, mas deve continuar a tomar as indicadas pelas campanhas de saúde, como a de febre amarela, tétano, dentre outras; garantindo sua saúde por toda a vida.

Dentro da lei

A garantia da vacinação está no Estatuto da Criança e do Adolescente. Consta que é dever da família assegurar a efetivação dos direitos à saúde. Não há, no entanto, nenhuma fiscalização que obrigue os pais a vacinar corretamente os filhos. Cabe aos pais gerenciar esses direitos, e não dispor deles. Se a criança vier a adoecer em função de uma falha na vacinação, isso pode levar à perda do poder familiar. Os pais podem responder por crime de abandono, omissão dolosa ou culposa.